Conflito provoca milhares de mortes, destruição de cidades e impactos econômicos e políticos que vão muito além da Europa.
A guerra entre Rússia e Ucrânia continua provocando mortes, destruição e uma grave crise humanitária. Iniciada em sua fase de invasão em grande escala em 24 de fevereiro de 2022, a guerra completou quatro anos em fevereiro de 2026 e entrou em seu quinto ano, sem uma solução definitiva para o conflito.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 15 mil civis haviam sido mortos ou feridos na Ucrânia somente nos primeiros oito meses de 2026. Ataques com mísseis e drones atingem áreas urbanas, residências, escolas, hospitais e estruturas de energia, prejudicando a rotina de milhões de pessoas.
O que cada lado defende?
A Ucrânia, liderada pelo presidente Volodymyr Zelensky, busca defender sua soberania, recuperar os territórios ocupados pela Rússia e preservar o direito de decidir seu próprio futuro político e suas alianças internacionais. O país também recebe apoio militar e financeiro de nações ocidentais, incluindo membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Já o governo russo, liderado por Vladimir Putin, apresenta como justificativas para suas ações questões de segurança nacional, a oposição à expansão da OTAN e a proteção de interesses russos na região. Moscou também reivindica o controle de territórios ucranianos ocupados, um dos principais obstáculos às negociações de paz.
As posições dos dois países refletem interesses estratégicos e territoriais incompatíveis até o momento, mantendo as negociações em um cenário de grande dificuldade.
Quais são as consequências para o mundo?
Embora os combates estejam concentrados principalmente no território ucraniano, os efeitos da guerra alcançam diversos países. O conflito pressiona os gastos militares, afeta mercados de energia e alimentos, exige ajuda humanitária internacional e aumenta as tensões entre Rússia, Estados Unidos, países europeus e seus aliados.
A guerra também coloca em discussão princípios fundamentais das relações internacionais, como a soberania dos países, a integridade territorial e os limites do uso da força militar.
Enquanto não há um acordo duradouro, milhões de pessoas continuam enfrentando os efeitos do conflito, entre deslocamentos, perdas familiares, insegurança e dificuldades de acesso a serviços essenciais.
Mais do que uma disputa territorial, a guerra entre Rússia e Ucrânia tornou-se um dos principais desafios para a segurança internacional, reforçando a importância da diplomacia e dos esforços para alcançar uma paz duradoura.






