Representantes de servidores municipais protocolaram, nesta semana, um ofício no Ministério do Trabalho denunciando uma série de problemas envolvendo a administração pública, incluindo demissões em massa e mais de 2.300 ações judiciais movidas contra a Prefeitura.
O documento também aponta descaso com diversas categorias essenciais, como ADEBs, merendeiras, professores, condutores de ambulância e enfermeiras, que, segundo o sindicato, enfrentam dificuldades e falta de valorização. Um dos pontos mais delicados apresentados no documento é a situação da enfermagem em Carapicuíba, uma luta antiga defendida pelo presidente do sindicato.
Segundo os relatos, a atual administração estaria pressionando profissionais da categoria a trabalharem uma hora a mais para compensar o horário de almoço, além de tentar retirar folgas que já são garantidas por direito.
Outro ponto que chama atenção é a tentativa de aumentar a carga horária para 133 horas mensais, enquanto a legislação estabelece 120 horas.
A categoria também denuncia que o piso salarial praticado na região está entre os mais baixos, ampliando o cenário de desvalorização.
A movimentação reforça a pressão sobre a administração municipal e pode abrir novos desdobramentos a partir da análise do Ministério do Trabalho.
À frente da mobilização está o presidente do sindicato, Jessé Cassundé.
Recentemente, ele participou de um ato em frente à Prefeitura, ao lado de servidores de diferentes setores, cobrando respeito, melhores condições de trabalho e diálogo com o poder público.



