Osasco pode voltar a eleger três deputados estaduais, mas disputa por vaga na Câmara Federal promete ser a mais acirrada

Com nomes consolidados na disputa pela Alesp e um cenário cada vez mais competitivo para Brasília, as articulações políticas em Osasco já movimentam os bastidores das eleições de 2026

As eleições de 2026 ainda estão a alguns meses de distância, mas o tabuleiro político de Osasco já começa a ganhar forma. Se por um lado a cidade aparece com boas perspectivas para voltar a conquistar três cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), por outro, a corrida por representação na Câmara dos Deputados promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos.

Em 2022, Osasco elegeu três deputados estaduais: Gerson Pessoa (à época deputado estadual e hoje prefeito da cidade), Emidio de Souza (PT) e Rogério Santos (MDB). Com a eleição de Gerson para a Prefeitura em 2024, uma das cadeiras passou a ser ocupada por suplência, mas o grupo político ligado ao atual governo municipal pretende manter o espaço conquistado nas urnas.

Nesse cenário, o ex-prefeito Rogério Lins surge como um dos principais nomes para disputar uma vaga na Alesp. Após oito anos à frente da Prefeitura e tendo conseguido eleger seu sucessor, Lins chega ao processo eleitoral respaldado pela estrutura política construída durante suas gestões e pela proximidade com a administração atual.

Ao seu lado estarão dois nomes que já possuem bases eleitorais consolidadas, porém com perfis bastante distintos.

Rogério Santos, deputado estadual pelo MDB, tem origem política em Osasco, onde foi vereador, mas consolidou sua votação em diversas regiões do Estado graças ao forte vínculo com movimentos ligados à Igreja Católica, tornando sua atuação menos dependente exclusivamente do eleitorado osasquense.

Já Emidio de Souza, um dos principais nomes do PT na região metropolitana, mantém uma base tradicional ligada aos movimentos sindicais, lideranças populares e ao eleitorado de esquerda, segmento no qual continua exercendo influência.

A leitura feita nos bastidores é que justamente por possuírem perfis e bases eleitorais diferentes, os três projetos não disputam exatamente o mesmo eleitorado, aumentando as chances de Osasco voltar a ter três representantes na Assembleia Legislativa.

Se a disputa estadual parece relativamente bem desenhada, o cenário para a Câmara dos Deputados é bem mais complexo.

Atualmente, Osasco conta com o deputado federal Ribamar Silva, que recentemente deixou o PSD e se filiou ao Podemos, partido presidido nacionalmente pela deputada Renata Abreu. A mudança reforçou as especulações sobre novas alianças e estratégias para 2026. O PSD de Osasco, perdeu um grande nome, mas não ficou para trás, e logo lançou nada mais nada menos que o atual vice prefeito, Lau Alencar.

Ao mesmo tempo, outro nome de peso volta ao radar político: o ex-deputado federal João Paulo Cunha, figura histórica do PT em Osasco, que pode representar novamente o campo da esquerda na disputa por uma cadeira em Brasília.

Além deles, integrantes da base política ligada ao grupo de Rogério Lins também passaram a ter seus nomes cogitados para uma candidatura à Câmara Federal. Entre os mais comentados estão o vereador Eder B2, o vereador Pastor Paulo Júnior e Pedro Sotero, que aparecem como possíveis opções em chapas que poderiam formar dobradas eleitorais com candidatos à Assembleia Legislativa.

Outros nomes ainda são mencionados nos bastidores, indicando que o quadro pode ganhar novos protagonistas até o início oficial da campanha.

A grande incógnita será saber se Osasco conseguirá repetir, na eleição federal, o desempenho que tradicionalmente apresenta na disputa estadual. Enquanto a cidade costuma eleger múltiplos representantes para a Alesp, conquistar mais de uma cadeira na Câmara dos Deputados exige uma combinação de votos locais, articulação regional e estratégia partidária ainda mais ampla.

Uma coisa, porém, já parece evidente: as articulações começaram cedo, e a eleição de 2026 deverá colocar Osasco novamente no centro das principais disputas políticas da Região Metropolitana de São Paulo.

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