A sessão da Câmara de Carapicuíba desta terça-feira (11) pegou fogo. A prefeitura, comandada pelo prefeito P J R, decidiu exonerar cerca de 600 servidores aposentados, atendendo a uma recomendação do Ministério Público. O tema chegou à tribuna na voz da vereadora Vanessa Maia, que transformou a discussão em um dos debates mais tensos do ano.
Segundo ela, a decisão cumpre a Lei nº 1.619/1993, que determina vacância automática do cargo após aposentadoria. Mas a forma como o governo municipal está conduzindo o processo revoltou a parlamentar.
“Essas pessoas não se programaram. Elas contam com esse salário. A Secretária da Educação confirmou para mim: os professores nem poderão fazer atribuição de aulas”, disparou.
A vereadora então elevou o tom, sugerindo que a administração do prefeito P J R estaria preservando aliados políticos e cargos de confiança:
“Por que não manda embora os cabides de emprego? As amantes, os tios, os motoristas, o pai, a mãe, os comissionados que estão ali para pegar voto? É mais fácil mexer com o servidor público, né?”, provocou.
A medida deve afetar diversas áreas, especialmente a Educação. Vanessa Maia afirmou que a decisão pode deixar salas de aula sem professores e prejudicar o ano letivo.
“Nós não pagamos piso dos professores, não temos plano de carreira. Qual professor vai querer trabalhar no nosso município? Ninguém”, completou.
A fala rapidamente repercutiu entre servidores, sindicatos e moradores, que agora aguardam um posicionamento oficial mais detalhado da Prefeitura de Carapicuíba sobre como será feita a transição dos cargos e os impactos imediatos nos serviços públicos.



