O vereador Alexandre Frota (PDT) voltou a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Cotia após uma reviravolta judicial que anulou os efeitos da cassação de seu mandato, ocorrida anteriormente. O retorno, no entanto, reacendeu tensões políticas no Legislativo, onde já existem movimentações internas que podem resultar em uma nova tentativa de afastamento do parlamentar.
Frota havia perdido o mandato após a Câmara declarar a cassação com base em uma condenação criminal por calúnia e difamação, relacionada a um processo antigo envolvendo publicações em redes sociais. À época, o entendimento foi de que a condenação implicava a suspensão dos direitos políticos, o que levou à perda automática do cargo.
Meses depois, decisões judiciais reconheceram a prescrição da pena, extinguindo a punibilidade do processo que embasou a cassação. Com isso, os direitos políticos de Alexandre Frota foram restabelecidos, abrindo caminho para sua recondução ao mandato. A Justiça determinou, por meio de decisão provisória, que a Câmara de Cotia cumprisse o retorno do vereador ao cargo.
A volta de Frota, porém, não encerrou o embate político. Nos bastidores do Legislativo, vereadores discutem novas interpretações jurídicas e regimentais que poderiam resultar em outra tentativa de cassação. Segundo aliados do parlamentar, há uma articulação para utilizar brechas legais e administrativas como forma de afastá-lo novamente da Câmara.
Alexandre Frota afirma ser vítima de perseguição política e sustenta que sua recondução é legítima e amparada pela Justiça. Já parlamentares contrários ao seu retorno defendem que a decisão judicial ainda é provisória e que o caso pode ser revisto, tanto internamente quanto em instâncias superiores.
O episódio mantém a política de Cotia em clima de instabilidade e deve continuar gerando desdobramentos nos próximos meses, com reflexos diretos no funcionamento da Câmara Municipal e no debate público da cidade.



