A cidade de Pirapora do Bom Jesus conquistou junto ao Governo Federal a implantação de um projeto piloto voltado ao enfrentamento da poluição do Rio Tietê, com foco na bacia do Alto Tietê, considerada uma das regiões mais críticas do país em relação à qualidade da água.
A conquista ocorreu após articulação direta do prefeito Gregorio Maglio, que levou a demanda ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em duas ocasiões: durante agenda presidencial em Osasco, em julho de 2025, e posteriormente em Brasília, garantindo a inclusão do projeto no Novo PAC.
A iniciativa foi estruturada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e será executada dentro do subeixo de Revitalização de Bacias Hidrográficas do Novo PAC, com investimento previsto de R$ 7 milhões.
O estudo irá avaliar de forma integrada as fontes poluidoras e a qualidade da água em toda a bacia do Alto Tietê, desde as nascentes até a saída do rio da Região Metropolitana de São Paulo, justamente em Pirapora do Bom Jesus, onde os impactos ambientais se acumulam com maior intensidade.
Além do diagnóstico técnico, o projeto prevê soluções sustentáveis baseadas na natureza e a implantação de uma intervenção piloto que poderá servir de modelo para outras regiões do estado e do país.
Atualmente, a cidade sofre diretamente com a degradação do Rio Tietê, enfrentando problemas frequentes como espuma, odores fortes e acúmulo de resíduos no rio, situação que impacta a qualidade de vida da população, o turismo religioso e a economia local.
“Pirapora do Bom Jesus não pode continuar sendo o retrato final de um problema que começa muito antes. Esse projeto é um passo importante para enfrentar a poluição do Tietê de forma estruturada”, destacou o prefeito Gregorio Maglio.
Segundo a Prefeitura, a expectativa é que os resultados obtidos no Alto Tietê possam futuramente ser ampliados para outros trechos do Rio Tietê, fortalecendo uma estratégia mais ampla de recuperação ambiental em todo o estado de São Paulo.
Com a inclusão do projeto no Novo PAC, Pirapora do Bom Jesus passa a ocupar posição estratégica em uma iniciativa nacional de revitalização hídrica, transformando um problema histórico em ponto de partida para soluções estruturantes.



